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:: BR Dance - Coluna da Pimenta |
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MIMULUS
Por Eliane Pimenta
Delicada, suave, exuberante, possui poder de coragem. Com essas caracteristicas, o que você diria que é? Parece até uma boa descrição de mulher não é mesmo? Na verdade, é originalmente o nome uma linda flor, que pela inteligência de uma mulher incrivelmente sensível, Baby Mesquita, foi batizada como nome de uma das melhores escolas e Cias de dança de salão brasileira.
A Mimulus nasceu em 1990, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Baby batizou, o saudoso João Batista trouxe sua essência e Jomar Mesquita criou e continua criando obras de arte para encantar o público.
A Escola de Dança, Associação Cultural e Cia. de Dança Mimulus, hoje dirigidas por Jomar Mesquita, completou este ano 18 anos de Escola e 16 anos de Cia de Dança.
Com um histórico para se enaltecer, possui uma coleção de premiações nacionais e internacionais, participações em vários festivais como: Festival de Dança de Joinville, Virada Cultural de São Paulo, Festival de Inverno de Ouro Branco, Bienal de Lyon, Festival de Baile de Salón de Espanha, Cumbre Mundial de Tango, Festival de Tango de Granada, Festival Hivernales d’Avignon, Festival de Madrid em Danza. E recentemente participaram do Festival Jacob’s Pilow/EUA e do Festival dês Arts de Saint-Sauveur/Canadá. Com apresentações em pelo menos 8 países diferentes (Espanha, França, Inglaterra, Argentina, Venezuela, Chile, EUA e Canadá). Além da montagem de 5 grandes espetáculos: “Bagagem” 2001, “E esse alguém sabe quem...” (Nov/2001), “De Carne e Sonho” (2003), “Do lado esquerdo de quem sobe.” (2006) e o mais recente “Dolores” (Nov/2007).
Para entender o que é a Mimulus e como se dá o processo de seu trabalho, é necessário que se conheça um pouco melhor seu diretor artístico Jomar Mesquita.
Jomar Mesquita é um homem com uma formação e cultura inigualável, a grande surpresa é a engenharia, aliás, os engenheiros que me desculpem, mas seria difícil imaginar ser possível, que um homem cuja formação vem da ciência exata, poderia ter tamanha sensibilidade com as artes.
Jomar, confessa que nunca exerceu a engenharia, pois logo se dedicou literalmente, de corpo e alma à dança e passou a estudar no Brasil e no exterior buscando sempre suas raízes e sua história para entender a origem do movimento de hoje e assim, respeitosamente recriá-lo dentro de seu trabalho.
Professor de dança, diretor artístico, um dos bailarinos mais premiados dentro e fora do país e coreógrafo sempre bem agraciado pela crítica. Com ele é possível debater assuntos sobre vários segmentos das artes, como cinema, literatura, teatro, música, entre outros.
Recentemente concluiu Curso de Pedagogia do Movimento para o Ensino de Dança, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pretende agora desenvolver mestrado na área de Artes Cênicas: Teorias e Práticas. É fluente em inglês, francês e espanhol.
Entretanto, creio que o mais importante de Jomar, ele mesmo mostra em um e outro comentário no dia-a-dia, pois faz questão de citá-los sempre que tem oportunidade, ele é filho de Baby Mesquita e João Batista, precursores na dança de salão de Belo Horizonte/MG.
Impossível não citar, e resistir ao comentário indiscreto, mas com todo respeito e atendendo a pedidos...
Jomar é um homem que possui um charme quase desorientador arrancando suspiros das mulheres que o observam quase hipnotizadas, mas segue como se desconhecesse esse poder, com sua simpatia, simplicidade e inteligência, que tornam sua beleza ainda mais irresistível.
Uma linguagem que faz a diferença
A escola desenvolveu sua linguagem e metodologia, próprias e como princípio uma impressionante consciência corporal a cada movimento, cada uma das aulas duram 1 hora, que passam como se fosse 1 minuto. Assim é o dia-a-dia no galpão da Rua Ituiutaba, em BH. Por lá, encontramos alunos comuns como em qualquer academia de dança de salão, de todas as idades, profissões, raças, religiões... cidadãos comuns que chegam à busca de uma boa dança, um pouco de diversão e muitos amigos e isto com certeza lá se encontra. O diferencial deles? Está em duas observações que vale destacar: primeiro no incentivo à criatividade de cada movimento ensinado para que se crie um novo movimento a partir dele; e segundo na equipe, que se mistura nas salas de aula seja a Cia experimental, seja a profissional, quando não estão dando aulas estão fazendo aulas, por lá todos são alunos sempre. Uma fórmula que realmente faz a diferença quando se olha o resultado no salão.
Semana da Dança
Idealizada há 8 anos quando certamente dentro da dança de salão haviam poucas alternativas de discussões em ambientes de trocas acadêmicas, a Semana da Dança da Mimulus apresentava e ainda apresenta uma mistura de aulas técnicas de diferentes estilos, mesas redondas de trocas de experiências, debates incisivos sobre os rumos do profissional de dança e palestras de uma amplitude diferencial com conteúdos históricos e práticos de conhecimentos técnicos da dança de salão e seus bastidores.
Uma semana cuja função é fazer com que seus participantes, que vêem de diversas regiões brasileiras, respirem, transpirem, sonhem, renovem, criem e recriem a dança em seu corpo.
E ao conversar com as pessoas que estão participando descobre-se que há algumas, que vem participar uma vez e voltam todos os anos como se fosse um combustível de conhecimento técnico que é preciso reabastecer para manter sua criatividade ano a ano.
Nossa dica:
PARTICIPEM! Vale à pena comprovar.
O BR Dance, com certeza estará por lá novamente para ficar de olho nas novidades da Semana de Dança 2009, que será 20 a 26 de julho.
Nossos agradecimentos:
À toda Equipe Mimulus pela acolhida.
À Juliana Sanches com a colaboração de sua máquina fotográfica.
A Jomar Mesquita que apesar da agenda atribulada muito bem nos recebeu.
Aos participantes da Oitava Semana de dança pela colaboração.
À Inês Pimenta pela acolhida, sem ela seria impossível este trabalho.
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